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 O Outro Mundo

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MensagemAssunto: O Outro Mundo   Qua 10 Abr - 0:12:24

1º Capítulo: O chamado de Aurora

A noite estava calma, o céu limpo e iluminado pela lua cheia. O clima era agradável e a janela do seu quarto estava aberta, recebendo todo aquele frescor. Mesmo assim, ele estava suando e se contorcendo, algo o incomodava enquanto dormia. Em seu pesadelo, uma voz estava chamando seu nome, implorando por ajuda. Mas, ele não conseguia visualizar nada a não ser os olhos de quem o chamava, perdidos em um plano de fundo escuro. Eram azuis e demonstravam uma tristeza profunda que tocava e apertava seu coração. “Tony... Tony... Onde estás? Ajude... Ajude... Eu imploro!” dizia a voz fraca e feminina, enquanto os olhos despejavam lágrimas.

Tony acordou assustado e caiu da cama. Estava ofegante, suando e tremia como se estivesse com febre. Decidiu, então, se levantar e ir tomar um bom banho. Mas, aquele sonho não saía de sua cabeça, era tão real como jamais tivera sido qualquer outro sonho. Depois do banho, ele se olhou bem no espelho, procurando qualquer sinal diferente e duvidando sobre estar doente ou não. Também se perguntava de quem poderia ser aquela voz tão desesperada, fraca e aqueles olhos azuis e tristes. Para um capitão de vinte e nove anos, tão acostumado com diversos tipos de disciplina e rigidez, o sentimento de depressão era algo, mesmo em si próprio, imperdoável. E era esse sentimento que Tony desconfiava estar portando, mas não tinha certeza. É melhor voltar a dormir e esquecer isso, pensou ele.

Na manhã seguinte, Tony acordou e já não se lembrava da noite perturbadora que teve. Depois de voltar a dormir, ele não mais teve pesadelos e nem sequer se lembrava de ter sonhado com algo. Prosseguiu com a sua rotina diária. Café da manhã, almoço, quartel e por lá, muita malhação e trabalho. Seu corpo alto e forte deveria ser mantido, era um capitão. E sua disciplina deveria ser exemplar sempre. Lemas de um oficial respeitado. Mas, naquele dia, sua rotina foi abalada por um chamado urgente do coronel na sala de reuniões. E quando se apresentou no local, viu que uma equipe estava por lá. Cabos, sargentos, tenentes e o coronel, todos esperando por ele.

-Capitão Tony Hyeras se apresentando, senhor! – Anunciou ele formalmente e fisicamente demonstrando respeito.

-Capitão Hyeras, estávamos esperando sua chegada. – Disse o coronel, um homem de uns cinquenta anos, provavelmente. – Sente-se!

-Sim, senhor! – Respondeu Tony, dirigindo-se para um lugar livre e de acordo com a sua posição.

O coronel ficou diante de todos e ordenou que baixassem a iluminação da sala. Puxou uma tela e começou a controlar o que nela aparecia. A primeira imagem mostrava as fotos de cinco oficiais, sendo que quatro deles possuíam a marcação “Morto em Operação”. Tony observou atentamente os rostos exibidos e percebeu que um deles era do seu amigo Nicolas Philips, mas estava marcado. Ele reprimiu sua surpresa e aguardou o pronunciamento do seu superior.

-Estes cinco oficiais partiram do quartel no último dia 14 de Janeiro, em uma operação secreta. Mas, como podem ver, quatro desses oficiais retornaram mortos e um está desaparecido. A aeronave que eles usavam caiu nas proximidades do Oceano Atlântico Norte. A tenente Nyah McNight não foi encontrada junto aos destroços e demais corpos. Recebemos contato seis horas depois do acidente. Foi o primeiro e último contato que ela fez. Prestem bastante atenção! – Ordenou o coronel com seu tom firme, reproduzindo o áudio.

“Chiados de interferência e uma lenta amplificação do som. Então foi possível se ouvir alguma coisa. O som do vento e de criaturas desconhecidas, que se assemelhavam com algumas aves.
-Chamando torre de controle! Chamando torre de controle! Este é um chamado de emergência. Aqui é a tenente Nyah McNight. Operação secreta. Estou sozinha em um local estranho. Uma floresta e vestígios de vida inteligente. Construções e tecnologias que eu nunca havia visto. O céu está nublado. – Dizia com rapidez e uma voz ofegante. –Dez minutos atrás, vi uma criatura que não se parece com nenhuma outra do ecossistema atual. Atrevo-me a dizer, e peço que considerem minha total sanidade, que acredito ter visto um Anquilossauro. E, também encontrei... Meu Deus, o que é isso? AAAAAH! – Gritou e depois de um baque, o áudio teve fim.”

Todos estavam surpresos e murmuravam a respeito, exceto por Tony que permanecia pensativo, como se analisasse tudo aquilo.

-Silêncio! – Ordenou o coronel. –Essa é a única pista que temos para descobrir a razão desses acontecimentos. A operação secreta tinha como objetivo verificar o surgimento de ondas estranhas de energia, depois de uma análise detalhada do satélite. Obviamente que essas ondas estavam nas proximidades de onde ocorreu o acidente e as suspeitas é de que elas tenham causado a queda da aeronave. Portanto, uma nova equipe será mandada ao local com as mais recentes medidas de segurança já inventadas pela humanidade. Mas, não deixa de ser uma operação de risco. E vocês foram os selecionados para a continuação dessa operação que agora também inclui a tentativa de resgate da tenente Nyah.

Todos, exceto Tony, se entreolhavam, imaginando se deveriam aceitar a operação. O coronel se manteve imponente e paciente, esperando as decisões de todos. Tony, que em todo o momento se manteve aparentemente pensativo, levantou-se.

-Quero participar da operação, senhor! – Disse ele, decidido e com um olhar plenamente seguro.

Os outros observaram a atitude do capitão e, aos poucos, um por um foi se levantando e aceitando a operação.

-Muito bem! Vocês vão partir daqui a três horas. Aproveitem o tempo para deixar vossas famílias cientes da ausência. O capitão Tony Hyeras irá comandar essa operação. Obrigado pela colaboração de todos. Dispensados! – Disse o coronel e todos começaram a se retirar da sala de reuniões.

Tony permaneceu com o olhar decidido, porém o seu coração sentiu um peso pela perda do amigo. Mas, não só isso, Tony também lamentava pelo desaparecimento da tenente Nyah, a qual ele carinhosamente chamava de Aurora. Era a mulher que Tony não teve tempo para dizer que amava.


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MensagemAssunto: Re: O Outro Mundo   Qua 10 Abr - 0:36:59

2º Capítulo: A tempestade

Às três horas se passaram lentamente para Tony. Ele não tinha para quem ligar e avisar que estaria em uma operação que poderia durar, talvez, dias. A única coisa que ele poderia fazer era esperar e somente esperar. A angústia tomando conta do seu coração, enquanto seu rosto se mantinha inexpressível, afinal, a última coisa que ele iria querer eram perguntas ou desconfiança sobre estar preparado para a operação. Ele tinha que estar nessa operação, tanto por ser capitão, quanto pelo fato da tenente Nyah estar desaparecida.

-Capitão Hyeras! Por favor, venha. A aeronave já está pronta para operação. –Disse um homem com uma expressão de urgência no rosto.

-Certo, tenente Bride. Estou indo. –Tony respondeu prontamente se levantando e seguindo o tenente.

O tenente Max Bride era um homem um tanto mais baixo do que Tony, mas que também possuía um excelente físico. Tinha cabelos loiros, pele clara e olhos verdes. Diferente de Tony, que tinha cabelos negros, uma pele bronzeada e olhos azuis. Os dois não conversaram durante o trajeto até o hangar, onde estava a aeronave da operação.

-Capitão Hyeras e tenente Bride, em posição! –Ordenou o coronel.

-Sim, senhor! –Responderam Tony e Max em uníssono.

O coronel começou a repassar as especificações técnicas. A equipe havia sido escalada em cinco cabos, quatro sargentos, dois tenentes – um deles no comando da aeronave junto com um dos sargentos – e o capitão. Doze pessoas na aeronave que continha, até mesmo, segredos militares de ataque e defesa. Será suficiente? – Pensou o coronel, inexpressível, enquanto todos entravam a bordo.

Minutos depois, a aeronave já estava no ar e seguia rumo ao seu destino, o local das ondas estranhas e do acidente, no oceano Atlântico Norte. O céu estava em um azul marinho meio acinzentado e já começava a chover forte. No interior da aeronave, Tony estava sentado ao lado do tenente Bride e demais oficiais. Não havia poltronas, eram somente dois grandes bancos fixos, um frente ao outro, onde todos os oficiais, exceto o piloto e copiloto, ficavam sentados.

-Disseram que essa aeronave é bem resistente. Mas, a outra também não era nada mal. - Comentou o tenente Bride, em voz um pouco alta por causa do barulho da aeronave.

-Insinua que vamos cair, tenente? –Perguntou Tony com o mesmo tom alto de voz, olhando para o tenente com total tranquilidade.

-Não, de maneira alguma, capitão. Mas, eu fiquei curioso. Afinal, que ondas são essas que podem derrubar uma aeronave militar como aquela?

-Seja lá o que for, tenente, vamos descobrir e resolver isso de uma vez. Assim que retornarmos para a base, vai ser com a declaração de “missão cumprida”. –Respondeu Tony, olhando todos com um ar de confiança que só ele tinha.

A aeronave estava se aproximando do destino indicado pelo GPS, o local das ondas estranhas de energia. A chuva já havia se transformado em uma forte tempestade que balançava violentamente as águas do mar e dificultava a pilotagem da aeronave. Estava escuro, eram quase dezenove horas. E no interior da cabine, piloto e copiloto conversavam entre si.

-Tenente, eu nunca havia visto tantos raios caindo em pontos tão próximos. –Disse o sargento, também copiloto.

-Sargento, seja lá o que for, é exatamente naquela direção que devemos ir. Acho melhor ligar o escudo de repulsão. É a nossa melhor defesa e um dos segredos militares. –Respondeu o Tenente, ligando o tal escudo que formou uma espécie de capsula oval quase transparente e envolveu toda a aeronave, repelindo as gotas de chuva.

-Tenente, se isso não funcionar, o que faremos? –Perguntou o sargento, notavelmente preocupado.

-Por favor, sargento! Esse escudo dá e sobra. Vamos passar brincando no meio daqueles raios. –Respondeu o tenente, confiante ao extremo e sorrindo, quase que debochando do perigo.

Cada vez mais, a aeronave se aproximava do destino. O primeiro raio caiu sobre o seu escudo e esta balançou bem pouquinho, de um lado para o outro, quase não dando para perceber, não fosse o atenuado barulho que todos no interior precisaram escutar. Veio o segundo raio e o terceiro, quase que ao mesmo tempo, fazendo a aeronave balançar um pouco mais.

-Estamos nos aproximando. Em pouquíssimos minutos, estaremos lá. –Disse o tenente e piloto, sorrindo para o sargento que ainda estava preocupado.

Por outro lado, Tony não sorria e nem os demais oficiais. Mas ele mantinha um olhar confiante e por dentro, em seu coração, era como se ele estivesse mais perto de reencontrar Nyah. De repente, a luz de alerta vermelho tocou junto com a sirene que disparou violentamente. Por fora, a aeronave estava perdendo altitude e uma de suas asas estava danificada, sem falar no escudo que havia desaparecido.

-O que está acontecendo? –Perguntou Tony ao chegar à cabine de pilotagem as pressas.

-Fomos atingidos, senhor. O escudo desapareceu e estamos perdendo altitude. –Respondeu o piloto, agora, com uma expressão de terror, bem diferente daquela de antes.

Tony estava visivelmente preocupado, enquanto assistia a aeronave perdendo cada vez mais altitude e sem poder fazer absolutamente nada. Como se não bastasse, outro raio atingiu a cauda da aeronave que começou a cair violentamente e já estava próxima do mar. Era possível ver uma espécie de ciclone gigante e imponente, causando grandes efeitos no céu e no mar.

-Ciclone? Mas isso não estava previsto. Nenhum satélite detectou esse ciclone. –Indignou-se Tony, enquanto os pilotos tentavam reestabelecer o controle da situação.

A aeronave já estava sendo puxada pela força do ciclone e não demorou muito para que fosse engolida. No seu interior, momentos antes, Tony avisava para todos se prepararem ao máximo e não considerarem aquilo como uma condenação a morte. O tenente Bride olhou para Tony com admiração por alguns instantes, até que a aeronave começou a ser despedaçada e engolida totalmente, desaparecendo no interior do ciclone.



O template usado nas postagens, de propriedade do player Aizen D. Darkmoon, foi cedido pelo mesmo.

Enviem comentários, sugestões e/ou críticas por MP, na conta Professor Arkaros Bryan.
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MensagemAssunto: Re: O Outro Mundo   Sex 12 Abr - 4:46:14

3º Capítulo: Procurar

Aos poucos, os olhos de Tony foram se abrindo. Seus sentidos estavam retornando ao normal e ele já conseguia sentir a ardência de alguns arranhões que estavam espalhados pelo seu corpo. Levantou-se, conferindo se estava inteiro e percebeu que, ao menos com ele, estava tudo bem. Quando olhou em volta mais atentamente, custou a acreditar no que estava vendo. Uma lagoa logo adiante, o céu em uma mistura de azul e nuvens, florestas por todos os lados e a aeronave, encalhada na margem das águas e bastante destroçada. Sem delongas, ele correu urgentemente até a aeronave, mas ao chegar e entrar no seu interior, se deparou com uma cena nada agradável; Nove corpos em sua frente. Tony respirou fundo, como se não quisesse acreditar em tamanha tragédia. Analisou corpo por corpo, para conferir as causas da morte e, sobretudo, as identidades dos mesmos, pois alguns estavam irreconhecíveis.

-Também não consegui acreditar nisso, capitão. –Disse uma voz de repente, fazendo Tony sacar a arma, se virar e mirar na pessoa que havia lhe falado, em um instinto extremamente rápido e implacável.

-Ah, é você... –Conformou-se Tony quando viu que se tratava do tenente Bride, abaixando a arma, mas não desviando os olhos do tenente que olhava surpreso para ele.

-Pensei que fosse me matar. Um susto e tanto, afinal.

-Você bem que merecia por chegar tão sorrateiramente. –Repreendeu-lhe, o capitão.

-Perdão, senhor. –Disse o tenente, constrangido e passando por Tony. Em seguida, pegou uma arma no chão e várias munições. A arma, ele guardou consigo e as munições, entregou boa parte para o capitão. –Acredite senhor. Vamos precisar disso.

-O que quer dizer? E, afinal, me explique o que está havendo.

-Sim, senhor. –Disse o tenente, com uma expressão nada feliz no rosto. –Assim que nossa aeronave foi engolida pelo ciclone, lembro-me de ter visto vários raios e flashes de luz no interior. Depois, não me lembro de nada até que acordei e já estava aqui, nesse lugar. Faz umas três horas que estou acordado. Então comecei a procurar por sobreviventes, mas a única pessoa que encontrei foi a sargento Takada. Depois, ambos fomos procurar pelo senhor e por informações sobre a área, mas não te encontramos.

-E onde está a sargento?

-Aqui, senhor. Sargento Louise Takada se apresentando, senhor! –Disse uma voz feminina firme, vinda de uma mulher loira, cabelos curtos, uma altura bem similar a do tenente Bride, olhos verdes-claros e com a farda e situação não muito diferente dos outros dois oficiais, tendo arranhões e leves sinais do acidente.

-Você demorou, hein?! –Disse o tenente para a mulher, em tom de implicância.

-Não enche! Um homem que abandona uma mulher sozinha em uma busca por informações não tem direito de falar, mas de latir. –A mulher respondeu com um tom de voz sarcástico, olhar perigoso e se aproximando dos dois oficiais.

Tony somente observava a cena que, para ele, não era nenhuma novidade. O tenente Bride e a sargento Takada tinham uma rivalidade antiga no quartel. Ela tratou de recolher uma arma e algumas munições também. Depois, os três saíram da aeronave em um clima tenso pela troca de olhares perigosos entre os oficiais, exceto Tony, que se preocupava em observar cada detalhe daquele lugar tão estranho.

-Ainda não me disse por que vamos precisar tanto das armas, tenente. –Cobrou-lhe, o capitão.

-Eoráptor. Vimos alguns deles passando logo à frente, uns três, eu acho. –Disse o tenente com uma tranquilidade que não era compatível com a expressão no rosto do capitão.

-Como assim, Eoráptor? Isso aí é um dinossauro, tenente. -O capitão afirmou, indignado e a sargento disfarçou um sorriso.

-Sei disso, senhor. Mas não estou brincando, juro. Tenho certeza que eram Eoráptor. Mais ou menos um metro de comprimento, coloração esverdeada, bípedes e rápidos.

-Capitão, eu posso confirmar essa informação. Eu mesma também os vi. –Disse a sargento Takada.

-Não estou em posição para discordar, pessoal. Mas, vamos combinar que essa informação é realmente absurda.

Os três oficiais seguiam para o interior da floresta que esbanjava um verde vivo e também um ar de mistério sem igual. Tony, Max e Louise tinham suas armas carregadas e estavam, decididamente, preparados para o pior. O capitão ainda não conseguia acreditar na informação dos outros dois, sobre o dinossauro pequeno e carnívoro que era o Eoráptor, até que moitas mais a frente se moveram e fizeram barulho. Abruptamente, os três pararam de caminhar e apontaram suas armas para a moita.

-Seja lá quem for, é melhor sair daí! –Deu o aviso, o tenente Bride, em alta voz.

A moita se mexeu novamente e, lentamente, uma criatura foi saindo detrás da mesma. Seus olhos meio esbugalhados fitavam os três e sua boca, repleta de dentes certamente afiados, estava entreaberta. A criatura não era de grande porte, mais ou menos um metro de comprimento, mas nem o número de adversários e nem a altura de cada um foi suficiente para aplicar medo no Eoráptor que correu em disparada para atacar o grupo de oficiais. Sem pensar duas vezes, os três atiraram na criatura que, bem atingida pelas balas, caiu no chão e começou a se contorcer de dor, gritando e depois de alguns segundos, morrendo.

-Isso é incrível! –Disse o capitão Tony, com um olhar incrédulo que durou poucos instantes.

-Eu disse, capitão! Mas essas criaturas não são de nada. –O tenente zomba e a sargento Takada revira os olhos com a atitude do mesmo.

-Não diga isso, tenente. Você não está considerando o fato de que se estamos em um local com criaturas tão incríveis, certamente podemos acabar encontrando os demais que são bem maiores e perigosos. –Disse Tony.

-Vocês querem dizer, algo como aquilo? –Questionou-lhes, a sargento Takada, que apontava para algo realmente assustador. Um dinossauro com mais ou menos quinze metros de comprimento, destacando-se pelo pescoço realmente cumprido e que estava parado, comendo folhas nas margens da lagoa de onde eles vieram.

Os dois homens olharam na direção que a sargento indicava e ficaram realmente surpresos. Mas, o tenente Bride parecia que estava louco para sair correndo na direção contrária da criatura e quando Tony percebeu isso, segurou no ombro do tenente e disse:

-Ora, vamos! Aquilo é um Brontossauro. Até onde sei, eles são herbívoros. O que significa que esse daí não vai dar a menor atenção pra gente.

-O que está dizendo, capitão? Eu não estou com medo desse bicho aí. –Respondeu o tenente, aliviado e convencido.

-Que idiota! –Disse a sargento para o tenente, com um olhar de reprovação e logo ambos começaram a discutir.

Enquanto isso, Tony se aproximou do Eoráptor, analisando a criatura, mas não deixando de apontar sua arma, para o caso dela ainda estar viva. Fascinado com aquilo, mas não menos preocupado com a situação em geral, o capitão chamou os outros dois e eles, então, voltaram a caminhar pela floresta.

Depois de alguns minutos caminhando, os três encontraram uma espécie de construção, aparentemente uma pequena base que estava em estado de abandono. Sem receio, eles entraram em um cômodo e presenciaram algo nada comum. Restos mortais de dinossauros e seres humanos, indicando pertencer a mais ou menos uma criatura e duas pessoas. Tony, diferente dos outros dois, não ficou muito tempo preso à cena e seguiu logo para o fim do cômodo que dava acesso a uma espécie de garagem a céu aberto. Não demorou muito para os outros dois chegarem até Tony e assim que todos já estavam de fora do cômodo, à porta fechou-se violentamente.

-Quem está aí? Abra e apareça! –Exclamou Tony em alta voz, tentando abrir a porta que era feita de aço e fechava automaticamente, sem nenhuma fechadura ou maçaneta que pudesse ajudar a abri-la manualmente.

-Pessoal, olhem aquilo! –Disse o tenente em voz de pavor, apontando para um pouco mais a frente.

Cerca de dez metros adiante, uma criatura realmente grande e assustadora que deveria medir em torno de cinco metros de altura e aproximadamente dez de comprimento. Era, sem dúvida nenhuma, o predador mais temível que eles poderiam imaginar em um ambiente como aquele; o Tiranossauro Rex.



Sugestões, críticas e comentários são muito bem aceitos. Enviem por MP para Professor Arkaros Bryan. TODOS os comentários enviados será postados junto com o próximo capítulo que já está pronto.
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MensagemAssunto: Re: O Outro Mundo   Sab 13 Abr - 3:34:33

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